ESCOLA E SOFRIMENTO PSÍQUICO INFANTIL: CRÍTICA AO DSM E CAMINHOS PARA UMA PRÁTICA PEDAGÓGICA INCLUSIVA
Palavras-chave:
Psiquiatrização da infância, Sofrimento psíquico, Educação inclusivaResumo
Este artigo analisa criticamente o processo de psiquiatrização da infância no contexto escolar, evidenciando os impactos do uso do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) na forma como o sofrimento psíquico das crianças tem sido interpretado e tratado nas instituições educacionais. A partir de uma abordagem bibliográfica fundamentada em autores como Amaral e Caponi (2020); Caponi e Daré (2020), discute-se como a lógica biomédica contribui para a rotulação precoce, o estigma e o subdiagnóstico de comportamentos infantis. Em contraponto, o trabalho propõe estratégias pedagógicas inclusivas e colaborativas que valorizam a escuta, a singularidade e o desenvolvimento integral dos alunos. A pesquisa aponta para a urgência de uma prática educativa sensível, crítica e comprometida com a promoção de uma escola acolhedora e não medicalizante.